Para o dirigente, tudo isso desestabilizou a equipa. Mas pior foi o que se seguiu. “«Amarelou» toda a gente, os nossos jogadores não podiam tocar em nenhum adversário. Para cúmulo, a meio da primeira parte um adversário deu um «murro» num jogador nosso, os árbitros viram, sorriram e mandaram seguir. Até o cronometrista teve um momento pouco feliz – que apelidou de brincadeira, mas que nos desgostou – ao dizer ao árbitro para andar com o jogo porque Mogadouro era longe e queria ir embora cedo”, exclama.
O presidente do Académico de Mogadouro garante que ainda está incrédulo com o que se passou. “Não consigo entender o que ia na cabeça dele. Nunca vi nada igual e depois de fazermos o 1-0 as coisas pioraram, acalmando aquando o golo do empate, embora o referido senhor tenha mantido a má-fé e a prepotência. A três minutos do fim começamos a ser novamente «empurrados» e quando conseguimos reduzir para 3-2 adivinhei que algum jogador nosso iria ser expulso logo a seguir, o que se confirmou. Faltava meio minuto para acabar o jogo…”, recorda.
No entanto, apesar de tudo, o dirigente não quer crer que essa postura fosse ensaiada. “Não queremos acreditar em maldade premeditada mas foi mau de mais para ser verdade. Não quero crer que tenha sido por estarmo-nos a encostar aos primeiros lugares, nem tão pouco queremos arranjar desculpas para a derrota. Também já tínhamos perdido em Leça, com a Académica local, e não nos queixámos. Já fomos prejudicados em alguns jogos mas nunca falámos disso publicamente porque nunca aconteceu nada como o que se passou no último sábado. Não nos podemos calar porque não queremos, nem devemos, pagar o preço da interioridade”, sublinha.
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